Itaúsa mantém cautela com juros e avalia aporte na privatização da Copasa
CEO da Itaúsa aponta desafios macroeconômicos, mas reafirma confiança na Aegea e interesse em expandir portfólio de infraestrutura.
Pontos principais
- Alfredo Setubal destaca que juros altos e déficit fiscal dificultam a busca por novos investimentos com retornos atrativos.
- A holding minimizou ajustes contábeis na Aegea, afirmando que não impactam o fluxo de caixa da empresa.
- Itaúsa planeja uma possível capitalização na Copasa caso vença a disputa pela privatização da companhia.
- A estratégia da empresa foca na diversificação para além do setor financeiro, com ênfase em infraestrutura.
O CEO da Itaúsa, Alfredo Setubal, reforçou a cautela da holding diante do atual cenário macroeconômico brasileiro, marcado por taxas de juros elevadas e preocupações com a trajetória da dívida pública. Apesar das incertezas, a companhia mantém sua estratégia de diversificação de portfólio, priorizando o setor de infraestrutura. Setubal minimizou os recentes ajustes contábeis na Aegea, classificando o episódio como uma mudança de interpretação de auditoria sem efeitos práticos no caixa da empresa. Paralelamente, a holding monitora o processo de privatização da Copasa, sinalizando disposição para realizar aportes caso a aquisição seja concretizada. O executivo também destacou que o Itaú Unibanco continua sendo o principal beneficiário das inovações em inteligência artificial dentro do grupo, enquanto a busca por teses viáveis no setor agro permanece um desafio para a alocação de capital.
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