Em outubro de 1887, um grupo de 150 escravizados protagonizou uma das mais significativas fugas em massa de fazendas de café em direção a Santos. O movimento, que carregava idosos e crianças, enfrentou severas dificuldades logísticas e a perseguição direta do governo imperial. A mobilização do Exército para reprimir os fugitivos culminou em um confronto armado nas proximidades de Cubatão, evidenciando o esforço do Estado em proteger a estrutura econômica cafeeira, que dependia da mão de obra escravizada. Apesar da repressão violenta, uma parcela do grupo logrou êxito em alcançar o Quilombo do Jabaquara. Este episódio é um marco histórico da resistência organizada contra a escravidão, demonstrando como a cafeicultura atuou como um entrave direto ao processo de abolição no Brasil, mantendo o sistema vigente até os momentos finais do Império.
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