BYD projeta liderança no mercado automotivo brasileiro até 2030
A montadora chinesa aposta na produção local em Camaçari e em preços agressivos para alcançar o topo do ranking de vendas no Brasil até 2030.
Pontos principais
- A BYD estabeleceu a meta de comercializar 600 mil veículos anualmente no Brasil até 2030.
- A empresa saltou da posição fora do top 20 em 2022 para a 8ª colocação no mercado nacional em 2025.
- A fábrica em Camaçari, na Bahia, é o pilar central da estratégia de nacionalização e expansão regional.
- Alexandre Baldy, vice-presidente da BYD, defendeu o regime de montagem SKD como passo essencial para investimentos industriais.
- A companhia planeja expandir a infraestrutura de recarga com a instalação de carregadores ultrarrápidos no país.
A BYD traçou um plano ambicioso para se tornar a líder do setor automotivo brasileiro até 2030, mirando um volume de 600 mil unidades vendidas por ano. Segundo o vice-presidente sênior da montadora, Alexandre Baldy, o crescimento acelerado da marca, que atingiu a 8ª posição no ranking de vendas em 2025, reflete uma estratégia agressiva de preços e a consolidação da produção local. A fábrica em Camaçari, na Bahia, é apontada como o motor dessa expansão, servindo como base para atender tanto o mercado interno quanto a demanda da América Latina.
Em meio à rápida ascensão, a BYD tem enfrentado críticas de concorrentes e da Anfavea, que Baldy classificou como uma reação motivada pelo medo. A montadora defende a adoção do regime de montagem SKD como uma etapa necessária para viabilizar investimentos industriais de grande escala no Brasil, enquanto promete mitigar preocupações sobre a infraestrutura de recarga com a instalação de novos carregadores ultrarrápidos.
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