Bancos pressionam Congresso por fórmula automática para juros do consignado
Setor financeiro busca previsibilidade nas taxas do crédito consignado do INSS e a manutenção do cartão consignado no programa Desenrola Brasil.
Pontos principais
- Instituições financeiras articulam a criação de uma fórmula automática para o cálculo dos juros no consignado do INSS.
- O setor busca reverter o fim do cartão consignado, ponto de divergência com o governo federal.
- As propostas estão sendo discutidas no âmbito da medida provisória do programa Desenrola Brasil.
- Bancos alegam que a mudança traria maior previsibilidade para o crédito voltado a aposentados e pensionistas.
Representantes do setor bancário intensificaram as negociações no Congresso Nacional para alterar as regras do crédito consignado destinado a aposentados e pensionistas do INSS. A principal demanda das instituições financeiras é a implementação de uma fórmula automática para o cálculo das taxas de juros, visando reduzir a volatilidade e garantir maior previsibilidade operacional. Paralelamente, os bancos articulam a manutenção do cartão consignado, cuja extinção é um dos pontos de maior atrito entre o mercado e o governo federal. As discussões ocorrem no contexto da medida provisória do programa Desenrola Brasil, que busca renegociar dívidas de brasileiros. Para o setor, a flexibilização dessas regras é essencial para a sustentabilidade da oferta de crédito, enquanto o governo avalia os impactos dessas mudanças no custo do endividamento para os beneficiários da Previdência Social.
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