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Alcolumbre evita aplaudir Jorge Messias em posse no TSE

O presidente do Senado manteve postura reservada durante a posse de Nunes Marques, em meio a tensões políticas com o governo e o AGU.

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Foto: InfoMoney
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12/05 às 22:02 · atualizado há 2m

Pontos principais

  • Davi Alcolumbre foi o único na mesa de honra a não aplaudir Jorge Messias após solicitação do presidente da OAB.
  • O gesto ocorre após o Senado rejeitar a indicação de Messias para o STF, fato inédito desde 1894.
  • Aliados de Lula atribuem a rejeição à articulação de Alcolumbre, que teria preferido o nome de Rodrigo Pacheco.
  • O presidente do Senado nega publicamente qualquer atuação para barrar a nomeação do AGU.

Durante a cerimônia de posse de Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evitou aplaudir o advogado-geral da União, Jorge Messias. O episódio, que ocorreu após o presidente da OAB, Beto Simonetti, solicitar uma salva de palmas para o AGU, foi notado por observadores como um sinal claro de desgaste político. Alcolumbre foi o único integrante da mesa de honra a não manifestar apoio ao indicado, mantendo uma postura reservada enquanto outras autoridades presentes, como Hugo Motta e Edson Fachin, também evitaram o gesto. O presidente Lula, sentado ao lado de Alcolumbre, aplaudiu o AGU, evidenciando o clima de tensão entre os dois líderes.

A postura de Alcolumbre ocorre em um momento de crise institucional após o Senado rejeitar a indicação de Messias para o Supremo Tribunal Federal, um movimento inédito desde 1894. Embora aliados do presidente Lula atribuam a derrota à articulação direta de Alcolumbre — que teria trabalhado em favor do nome de Rodrigo Pacheco para a vaga —, o presidente do Senado nega publicamente qualquer atuação para barrar a nomeação. O evento no TSE refletiu, assim, as complexas e desgastadas articulações que definem o atual cenário político brasileiro, marcado pela falta de consenso entre o Executivo e o comando do Legislativo.

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