Durante a cerimônia de posse de Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evitou aplaudir o advogado-geral da União, Jorge Messias. O episódio, que ocorreu após o presidente da OAB, Beto Simonetti, solicitar uma salva de palmas para o AGU, foi notado por observadores como um sinal claro de desgaste político. Alcolumbre foi o único integrante da mesa de honra a não manifestar apoio ao indicado, mantendo uma postura reservada enquanto outras autoridades presentes, como Hugo Motta e Edson Fachin, também evitaram o gesto. O presidente Lula, sentado ao lado de Alcolumbre, aplaudiu o AGU, evidenciando o clima de tensão entre os dois líderes.
A postura de Alcolumbre ocorre em um momento de crise institucional após o Senado rejeitar a indicação de Messias para o Supremo Tribunal Federal, um movimento inédito desde 1894. Embora aliados do presidente Lula atribuam a derrota à articulação direta de Alcolumbre — que teria trabalhado em favor do nome de Rodrigo Pacheco para a vaga —, o presidente do Senado nega publicamente qualquer atuação para barrar a nomeação. O evento no TSE refletiu, assim, as complexas e desgastadas articulações que definem o atual cenário político brasileiro, marcado pela falta de consenso entre o Executivo e o comando do Legislativo.
InfoMoney • 12 mai, 22:59
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