Ricardo Salles e Eduardo Bolsonaro expõem racha no PL por vaga ao Senado
A disputa pela candidatura ao Senado em SP gera conflito público entre Salles e Eduardo Bolsonaro, com trocas de acusações sobre estratégia e supostos acordos financeiros.
Pontos principais
- Ricardo Salles contesta a indicação de André do Prado e defende o nome de Ricardo Mello Araújo para o Senado.
- Salles acusou Eduardo Bolsonaro de aceitar valores entre R$ 20 milhões e R$ 60 milhões para apoiar André do Prado, o que foi negado pelo deputado.
- Eduardo Bolsonaro classificou as acusações de Salles como calúnia e exigiu a apresentação de provas.
- Aliados como Mário Frias e Gil Diniz defenderam Eduardo, enquanto Salles criticou a gestão de Valdemar Costa Neto no PL.
- A chapa do governador Tarcísio de Freitas, composta por André do Prado e Guilherme Derrite, causa descontentamento na ala ideológica do bolsonarismo.
- O conflito expõe a dificuldade do partido em organizar a estratégia eleitoral no maior colégio eleitoral do país para 2026.
O clima de tensão no PL se intensificou com o embate público entre o deputado Ricardo Salles e o grupo liderado por Eduardo Bolsonaro. A disputa central envolve a definição da candidatura ao Senado na chapa do governador Tarcísio de Freitas, com Salles rejeitando o nome de André do Prado e propondo a retirada de sua própria candidatura caso o partido apoie Ricardo Mello Araújo. O conflito escalou para ataques pessoais, com Salles acusando Eduardo de desistir da disputa por um acordo financeiro milionário, enquanto Eduardo rebateu as alegações, classificando-as como calúnia e exigindo provas por parte do ex-ministro.
A troca de farpas, que envolve parlamentares como Mário Frias e Gil Diniz, expõe uma divisão profunda na base do partido em São Paulo. Salles reivindica espaço prioritário na chapa paulista, questionando a aliança de Eduardo com a ala 'valdemarista' da legenda. A crise interna, agravada pela insatisfação da ala ideológica com a composição da chapa de Tarcísio, gera desgaste entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e levanta temores sobre a fragmentação do eleitorado de direita nas eleições de 2026.
Comentários
Carregando comentários...
