Disputa por vaga ao Senado em SP expõe racha na direita bolsonarista
André do Prado rebate críticas de Ricardo Salles, mantendo o impasse sobre a candidatura oficial do grupo bolsonarista ao Senado por São Paulo.
Pontos principais
- André do Prado (PL) mantém sua pré-candidatura ao Senado com o respaldo do governador Tarcísio de Freitas e da família Bolsonaro.
- Ricardo Salles (Novo) contesta a indicação, associando Prado ao 'Centrão' e exigindo nomes alternativos como Ricardo Mello Araújo.
- Eduardo Bolsonaro, cotado para a suplência, exige que Salles apresente provas sobre acusações de supostos acordos financeiros.
- A fragmentação da direita paulista gera preocupação entre aliados, que temem o fortalecimento de candidatos alinhados ao governo Lula.
- A estratégia do grupo de Tarcísio busca consolidar uma chapa com Prado e Guilherme Derrite para evitar a dispersão de votos conservadores.
A disputa pela vaga ao Senado por São Paulo em 2026 tem aprofundado o racha no campo da direita. O presidente da Alesp, André do Prado, reafirmou sua pré-candidatura como o nome oficial do grupo bolsonarista, contando com o apoio explícito do governador Tarcísio de Freitas e da família Bolsonaro. Em resposta, Ricardo Salles intensificou as críticas, rotulando Prado como um representante do 'Centrão' e ligado a Valdemar Costa Neto, enquanto defende a indicação de Ricardo Mello Araújo. O conflito escalou com a intervenção de Eduardo Bolsonaro, que exigiu que Salles prove alegações de supostos acordos financeiros. A disputa interna ameaça fragmentar o eleitorado conservador, gerando receio entre lideranças de que a divisão beneficie adversários de centro e esquerda. O grupo de Tarcísio tenta agora consolidar uma chapa única com Prado e Guilherme Derrite para conter novas candidaturas no mesmo espectro político.
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