Nunes Marques assume presidência do TSE com Mendonça como vice
Ministros assumem o TSE até 2028 com foco na organização das eleições de 2026, combate à IA e revisão técnica das urnas eletrônicas.
Pontos principais
- Kassio Nunes Marques assume a presidência do TSE, com André Mendonça como vice, em mandato que vai até 2028.
- A nova gestão será responsável pela organização das eleições de outubro de 2026.
- O plano de gestão inclui uma força-tarefa para a revisão técnica das urnas eletrônicas.
- O tribunal manterá parcerias para combater fake news e o uso indevido de inteligência artificial, com novas regras que proíbem conteúdos gerados por IA 72 horas antes e 24 horas após o pleito.
- A posse é marcada por um jantar por adesão organizado pela Ajufe, com ingressos a R$ 800, realizado em Brasília.
- O ministro convidou ex-presidentes, incluindo Jair Bolsonaro, cuja presença depende de autorização judicial.
- A transição ocorre em um cenário de tensão política, com Nunes Marques buscando equilíbrio entre o legado bolsonarista e o governo Lula.
O ministro Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para um mandato que se estende até 2028, tendo o ministro André Mendonça como vice. A nova gestão, que sucede a ministra Cármen Lúcia, terá como desafio central a organização das eleições de outubro de 2026. O plano de trabalho apresentado pela cúpula inclui a criação de uma força-tarefa voltada à revisão técnica das urnas eletrônicas e o fortalecimento de parcerias institucionais para o combate à desinformação. Entre as medidas, destaca-se a proibição de conteúdos gerados por inteligência artificial no período de 72 horas antes e 24 horas após o pleito, visando mitigar o impacto de deepfakes no processo democrático.
Embora ambos os magistrados tenham sido indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, a ascensão de Nunes Marques é acompanhada por expectativas distintas, dado o seu histórico de aproximação com o governo do presidente Lula. Para celebrar a posse, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) organizou um jantar por adesão na Asa Sul, em Brasília, com ingressos a R$ 800. A cerimônia oficial contou com discursos de representantes do Ministério Público e da OAB, enquanto a presença de figuras políticas sob restrições judiciais, como o próprio Bolsonaro, permaneceu condicionada a autorizações específicas do Poder Judiciário.
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