A insegurança pública no Brasil gera impactos profundos na mobilidade urbana e no exercício da cidadania, afetando de forma distinta diferentes grupos sociais. Levantamentos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que 57% dos brasileiros alteraram hábitos diários por medo da criminalidade. Entre as mulheres, o impacto é ainda mais severo: 40,9% deixaram de sair à noite, enquanto 82,6% relatam medo de serem vítimas de agressão sexual. A percepção de vulnerabilidade feminina é acentuada pelo receio de assaltos à mão armada e golpes financeiros, que atingem mais de 86% desse público, restringindo severamente a circulação em espaços públicos.
Além das restrições de mobilidade, a crise de segurança compromete o processo democrático. Embora o medo de agressões por motivações políticas tenha caído em relação aos 68% registrados em 2022, o índice ainda atinge 60% dos eleitores. A presença de facções criminosas e milícias, reconhecida por 41,2% dos entrevistados em seus bairros, atua como um limitador adicional à liberdade de manifestação. O estudo, realizado pelo Datafolha com 2.004 pessoas, reforça que a insegurança não é apenas um problema de ordem pública, mas um fator estrutural que inibe a participação política e a ocupação dos espaços urbanos, especialmente entre mulheres e cidadãos de menor renda.
InfoMoney • 11 mai, 12:25
G1 Política • 11 mai, 09:48
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