Uma pesquisa de 2025 revela que 82% das mulheres brasileiras têm "muito medo" de serem estupradas, um aumento significativo e que expõe a vulnerabilidade e a falta de acolhimento adequado às vítimas.
Uma pesquisa recente de 2025 aponta um preocupante aumento no percentual de mulheres brasileiras que relatam "muito medo" de serem estupradas, atingindo 82%, em comparação com 78% em 2020. Este temor é quase universal, com 97% das mulheres vivendo com algum grau de receio de violência sexual, sendo que jovens e mulheres negras são as mais afetadas. Os dados também revelam que a violência sexual está predominantemente inserida no círculo social da vítima, com 84% dos estupros cometidos por conhecidos, e a casa sendo um local de risco para 72% das vítimas infantis.
A pesquisa sublinha a urgência de políticas públicas eficazes, já que 15% das entrevistadas são sobreviventes de estupro, e a maioria foi vitimada antes dos 13 anos. Embora haja amplo apoio da população para medidas de apoio psicológico e divulgação de serviços de saúde, a implementação da legislação de acolhimento às vítimas, garantida desde 2013, ainda enfrenta desafios significativos em muitos municípios, evidenciando uma lacuna entre a lei e a realidade do suporte oferecido.