Lula recebe Michelle Bachelet para discutir sucessão na ONU
O governo Lula reafirma apoio à candidatura de Michelle Bachelet para a secretaria-geral da ONU, destacando a necessidade de reformas na governança global.
Pontos principais
- O encontro em Brasília reforçou o apoio brasileiro à candidatura de Bachelet para a sucessão de António Guterres.
- Lula defende que a experiência da ex-presidente chilena é fundamental para que uma mulher lidere a organização pela primeira vez.
- A candidatura conta com o respaldo de Brasil e México, apesar da falta de apoio do atual governo chileno de José Antônio Kast.
- A eleição para o cargo de Secretário-Geral da ONU está prevista para ocorrer em julho deste ano.
- A disputa envolve nomes como Rafael Grossi, Rebeca Grynspan e Macky Sall, dependendo do aval do Conselho de Segurança da ONU.
- A sucessão, prevista para o início de 2027, é vista como uma oportunidade para a América Latina reivindicar a rotatividade do cargo.
O presidente Lula recebeu a ex-presidente chilena Michelle Bachelet nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, para reafirmar o apoio do Brasil à sua candidatura ao cargo de secretária-geral da ONU. Durante a reunião, o mandatário brasileiro destacou a trajetória de Bachelet como chefe de Estado e sua experiência prévia no sistema das Nações Unidas como credenciais essenciais para que a organização seja liderada por uma mulher pela primeira vez na história. O encontro também serviu para debater temas globais como a reforma da governança da entidade, a promoção da paz e o desenvolvimento sustentável, pautas centrais da política externa de Brasília.
A sucessão de António Guterres, cujo mandato encerra-se no final de 2026, é vista pelo governo brasileiro como uma oportunidade para que a América Latina ocupe o posto máximo da entidade, seguindo a tradição de rotatividade continental. Apesar do apoio de países como o México, a candidatura de Bachelet enfrenta obstáculos, incluindo a falta de respaldo do atual governo chileno, liderado por José Antônio Kast. A corrida pelo cargo, que deve ser definida pelo Conselho de Segurança da ONU em julho deste ano, ainda conta com outros nomes de peso, como Rafael Grossi, Rebeca Grynspan e Macky Sall. A escolha final permanece sujeita ao poder de veto dos cinco membros permanentes do Conselho, em um processo que definirá o comando da organização a partir de janeiro de 2027.
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