Lula reafirma apoio a Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU
O presidente Lula confirmou que o Brasil, junto ao México, continuará a apoiar a candidatura de Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU, apesar da retirada do apoio chileno.
Pontos principais
- Lula anunciou o apoio contínuo do Brasil e México à candidatura de Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU.
- A decisão ocorre após o governo chileno, sob José Antonio Kast, retirar seu apoio à ex-presidente, alegando inviabilidade e divergências.
- Lula defendeu que, após oito décadas, a ONU seja comandada por uma mulher, destacando as qualificações de Bachelet.
- O presidente brasileiro intensificou críticas à estrutura da ONU, especialmente ao Conselho de Segurança, por sua "paralisia" em conflitos.
- Lula defende a reforma urgente do Conselho de Segurança, incluindo a entrada de novos membros permanentes da América Latina e África.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que o Brasil, em conjunto com o México, manterá seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração de Lula vem após o governo chileno, agora sob a administração de direita de José Antonio Kast, retirar seu apoio à ex-presidente, justificando a decisão pela inviabilidade da candidatura devido à dispersão de candidaturas latino-americanas e divergências. Lula destacou as qualificações de Bachelet, afirmando que ela possui o "melhor currículo" para a função e credenciais para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a ONU, incluindo sua experiência como duas vezes presidente do Chile e Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos.
Simultaneamente, o presidente brasileiro intensificou suas críticas à estrutura da ONU, especialmente ao Conselho de Segurança, que ele descreveu como paralisado diante de conflitos globais. Lula defendeu uma reforma urgente do Conselho de Segurança, propondo a inclusão de novos membros permanentes da América Latina e África, e questionou o direito de veto das cinco potências atuais (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido). O novo secretário-geral da ONU assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027, sucedendo António Guterres.
Comentários
Carregando comentários...
