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Justiça de SP rejeita ação contra vereador que defendeu mortes na ditadura

O Judiciário paulista negou pedido do Ministério Público contra Thomaz Henrique por falas sobre o regime militar, citando imunidade parlamentar.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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11/05 às 16:03

Pontos principais

  • O Ministério Público de São Paulo moveu ação civil pública contra o vereador Thomaz Henrique (PL).
  • A ação foi motivada por declaração do parlamentar em plenário defendendo que a ditadura militar deveria ter matado mais opositores.
  • A Justiça de São Paulo decidiu rejeitar o pedido do órgão ministerial.
  • A decisão judicial reacende o debate jurídico sobre os limites da imunidade parlamentar frente a discursos de ódio.

A Justiça de São Paulo rejeitou a ação civil pública movida pelo Ministério Público contra o vereador Thomaz Henrique (PL). O processo foi instaurado após o parlamentar afirmar, durante sessão em plenário, que o regime militar brasileiro deveria ter eliminado um número maior de opositores. Ao indeferir o pedido, o Judiciário considerou que as declarações estão protegidas pela imunidade parlamentar, prerrogativa que garante aos legisladores liberdade de expressão no exercício de suas funções. O caso levanta discussões sobre a extensão dessa proteção constitucional e os limites éticos e legais para discursos que exaltam violações de direitos humanos ocorridas durante o período ditatorial. A decisão reforça a complexidade de equilibrar a inviolabilidade do mandato com a proibição de falas que incitem a violência ou atentem contra o Estado Democrático de Direito.

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