Compass estreia na B3 com IPO de R$ 3,2 bilhões
A Compass, controlada pela Cosan, marca o retorno dos IPOs à B3 com oferta de R$ 3,2 bilhões, encerrando um hiato de quase cinco anos no mercado.
Pontos principais
- A oferta pública inicial movimentou R$ 3,2 bilhões, com ações precificadas a R$ 28 cada.
- A operação avalia a empresa em aproximadamente R$ 20 bilhões sob o código PASS3.
- O IPO é integralmente secundário e visa reduzir o endividamento da controladora Cosan.
- A empresa acumulou R$ 15 bilhões em investimentos e 3 milhões de clientes desde 2020.
- A listagem encerra um hiato de quase cinco anos sem novas ofertas públicas iniciais na B3.
- Em sua estreia, as ações registraram leve queda de 0,71%, sendo negociadas a R$ 27,80.
- Analistas mantêm cautela sobre a rapidez com que novas empresas seguirão o mesmo caminho na bolsa.
A Compass, empresa do setor de gás e energia controlada pela Cosan, estreou nesta segunda-feira na B3 em uma operação que movimentou R$ 3,2 bilhões. Com o preço por ação fixado em R$ 28, a companhia alcançou um valuation de cerca de R$ 20 bilhões e passou a ser negociada sob o código PASS3. A transação foi integralmente secundária, com o objetivo principal de reduzir o endividamento da controladora Cosan. Segundo o CEO Antonio Simões, a empresa preparou-se para este momento desde sua fundação em 2020, período em que acumulou R$ 15 bilhões em investimentos e atingiu a marca de 3 milhões de clientes, consolidando sua atuação em infraestrutura, terminais de regaseificação e distribuição via Comgás.
O evento é visto pelo mercado como um marco simbólico, sendo o primeiro IPO na bolsa brasileira desde agosto de 2021. Apesar da expectativa, a estreia foi marcada por volatilidade, com as ações abrindo em leilão e registrando leve queda de 0,71% logo após o início do pregão, sendo cotadas a R$ 27,80. A operação, que põe fim a um longo período de seca no mercado de capitais, é acompanhada de perto por investidores como um possível sinal de reabertura para novas listagens no país, embora o otimismo seja temperado por cautela.
Em nota, a B3 reconheceu que o ano de 2026 tem apresentado um cenário desafiador para a entrada de novas empresas no mercado acionário brasileiro. Contudo, a bolsa ressaltou que a oferta da Compass não deve ser interpretada como uma exceção isolada, mas como um passo relevante para a retomada do setor. Analistas do mercado financeiro, entretanto, questionam se haverá uma fila consistente de novas empresas seguindo o mesmo caminho no curto prazo, mantendo uma postura de observação sobre a sustentabilidade da reabertura do mercado de capitais brasileiro.
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