O Ministério Público de São Paulo rejeitou as propostas de delação premiada dos empresários Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad.
As propostas de delação premiada dos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, foram rejeitadas pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. A decisão foi motivada pela omissão de informações cruciais sobre a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e pela ausência de menções a políticos nos depoimentos. As autoridades esperavam mais detalhes sobre a estrutura de lavagem de dinheiro, fraudes e conexões com o crime organizado.
Beto Louco e Primo são alvos da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes no setor de combustíveis. Ambos são considerados foragidos e estão na lista de procurados da Interpol, com suspeita de estarem na Líbia. A rejeição atual não impede futuras negociações caso novos elementos relevantes sejam apresentados, mas sinaliza que o conteúdo inicial foi considerado insuficiente ou incompleto para os termos de um acordo de colaboração premiada.
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