Um estudo internacional da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que 53% das famílias brasileiras raramente ou nunca leem para crianças de 5 anos. Este índice contrasta com a média internacional, onde 54% das famílias leem frequentemente, indicando uma lacuna significativa na promoção da leitura compartilhada no Brasil. A pesquisa, que incluiu os estados do Ceará, Pará e São Paulo, aponta que a falta de clareza sobre a importância dessa prática impacta negativamente a alfabetização e o desenvolvimento infantil.
Além disso, o estudo destacou desigualdades educacionais e raciais. O Brasil foi o único país a incluir um recorte racial, mostrando que meninos, crianças pretas, pardas e indígenas de menor nível socioeconômico enfrentam maiores dificuldades de aprendizagem. O uso diário de telas por 50,4% das crianças brasileiras também foi associado a um menor desenvolvimento em leitura, escrita e matemática, enquanto atividades ao ar livre e conversas sobre sentimentos são menos frequentes no país em comparação com a média internacional.
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