Estudo revela que 53% das famílias raramente leem para criança
Um estudo internacional da OCDE revela que 53% das famílias brasileiras raramente leem para crianças de 5 anos, impactando negativamente o desenvolvimento infantil e evidenciando desigualdades educacionais e raciais.
|
05/05 às 20:38
Pontos principais
- 53% das famílias brasileiras nunca ou raramente leem livros para crianças de 5 anos, contrastando com a média internacional de 54% de leitura frequente.
- O estudo, realizado em Ceará, Pará e São Paulo, aponta que a importância da leitura compartilhada não está clara para a população, afetando a alfabetização e o desenvolvimento infantil.
- Apesar de uma boa pontuação em literacia emergente (502 pontos, acima da média internacional), o Brasil ficou abaixo em numeracia emergente (456 pontos), com grandes desigualdades socioeconômicas.
- O Brasil foi o único país a incluir recorte racial, mostrando que meninos, pretos, pardos e indígenas de menor nível socioeconômico enfrentam maiores dificuldades de aprendizagem.
- O uso diário de telas por crianças (50,4% no Brasil vs. 46% na média IELS) está associado a menor desenvolvimento em leitura, escrita e matemática, com baixa frequência de atividades educativas digitais.
- Atividades ao ar livre são menos frequentes no Brasil (37% das famílias) do que na média internacional (46%), e a conversa sobre sentimentos também é menos comum (56% vs. 76% internacionalmente).
- As funções executivas, como memória de trabalho, estão abaixo da média internacional e são significativamente afetadas pelo nível socioeconômico.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Tiago Bartholo (coordenador do levantamento e pesquisador do LaPOpE/UFRJ)Mariane Koslinski (coordenadora da pesquisa do LaPOpE/UFRJ)
Organizações
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LaPOpE/UFRJ)Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal
Lugares
CearáParáSão PauloBrasilAcre

