Guiana pede à Corte Internacional que rejeite reivindicação venezuelana sobre Essequibo
Guiana solicitou à Corte Internacional de Justiça que declare a reivindicação da Venezuela sobre a região de Essequibo sem base legal, enquanto a Venezuela insiste em negociações diretas.
Pontos principais
- Guiana e Venezuela estão em uma disputa territorial histórica pela região de Essequibo, rica em recursos.
- A Guiana pediu à Corte Internacional de Justiça (CIJ) que rejeite a reivindicação venezuelana sobre o território.
- A Venezuela não reconhece a jurisdição da CIJ e defende negociações diretas para resolver o conflito.
- A disputa envolve uma área de 160.000 km² e uma região offshore com grandes reservas de petróleo e gás.
- A Guiana levou o caso à CIJ em 2018, buscando a confirmação da fronteira estabelecida em 1899.
Guiana e Venezuela retornaram à Corte Internacional de Justiça (CIJ) da ONU para resolver uma antiga disputa territorial sobre a região de Essequibo. A Guiana solicitou à CIJ que declare a reivindicação venezuelana sobre o território sem base legal, afirmando que a disputa coloca em risco 70% de seu território e ameaça a paz e o desenvolvimento do país. A Venezuela, por sua vez, reiterou que não reconhece a jurisdição da CIJ e defende negociações diretas para a resolução do conflito.
A disputa envolve uma vasta região de selva de 160.000 km² e uma área offshore com grandes descobertas de petróleo e gás, o que confere à região grande importância estratégica e econômica. A Guiana levou o caso à CIJ em 2018, buscando a confirmação da fronteira estabelecida em 1899. Em 2023, eleitores venezuelanos rejeitaram a jurisdição da CIJ e apoiaram a criação de um novo estado em Essequibo. O julgamento final da CIJ é esperado em alguns meses, e suas decisões são obrigatórias, mas dependem do Conselho de Segurança da ONU para aplicação.
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