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Guiana pede à Corte Internacional que rejeite reivindicação venezuelana sobre Essequibo

Guiana solicitou à Corte Internacional de Justiça que declare a reivindicação da Venezuela sobre a região de Essequibo sem base legal, enquanto a Venezuela insiste em negociações diretas.

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Foto: ABC News US World
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04/05 às 10:09 · atualizado 17:09

Pontos principais

  • Guiana e Venezuela estão em uma disputa territorial histórica pela região de Essequibo, rica em recursos.
  • A Guiana pediu à Corte Internacional de Justiça (CIJ) que rejeite a reivindicação venezuelana sobre o território.
  • A Venezuela não reconhece a jurisdição da CIJ e defende negociações diretas para resolver o conflito.
  • A disputa envolve uma área de 160.000 km² e uma região offshore com grandes reservas de petróleo e gás.
  • A Guiana levou o caso à CIJ em 2018, buscando a confirmação da fronteira estabelecida em 1899.

Guiana e Venezuela retornaram à Corte Internacional de Justiça (CIJ) da ONU para resolver uma antiga disputa territorial sobre a região de Essequibo. A Guiana solicitou à CIJ que declare a reivindicação venezuelana sobre o território sem base legal, afirmando que a disputa coloca em risco 70% de seu território e ameaça a paz e o desenvolvimento do país. A Venezuela, por sua vez, reiterou que não reconhece a jurisdição da CIJ e defende negociações diretas para a resolução do conflito.

A disputa envolve uma vasta região de selva de 160.000 km² e uma área offshore com grandes descobertas de petróleo e gás, o que confere à região grande importância estratégica e econômica. A Guiana levou o caso à CIJ em 2018, buscando a confirmação da fronteira estabelecida em 1899. Em 2023, eleitores venezuelanos rejeitaram a jurisdição da CIJ e apoiaram a criação de um novo estado em Essequibo. O julgamento final da CIJ é esperado em alguns meses, e suas decisões são obrigatórias, mas dependem do Conselho de Segurança da ONU para aplicação.

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