O Ibovespa atinge novo recorde, impulsionado pela decisão da Suprema Corte dos EUA que limita o poder tarifário de Trump, que, por sua vez, formaliza uma nova tarifa global de 10% via decreto, gerando incerteza e mais de mil pedidos de reembolso por importadores.
Os mercados globais, que haviam reagido positivamente à decisão da Suprema Corte dos EUA de invalidar a maior parte das tarifas globais impostas por Donald Trump, agora enfrentam nova incerteza. A Suprema Corte, por 6 votos a 3, considerou que a Lei de Poderes Econômicos Internacionais de Emergência (IEEPA) de 1977 não concede ao presidente autoridade para impor tarifas generalizadas, exigindo autorização clara do Congresso para tais medidas. Esta anulação inicial, a primeira limitação direta do poder de Trump pela Suprema Corte desde seu retorno à Casa Branca, trouxe alívio para investidores, com bolsas europeias fechando majoritariamente em alta. No entanto, Trump anunciou e formalizou uma nova tarifa global de 10% sobre produtos importados, com efeito imediato, assinando um decreto no Salão Oval e divulgando a informação em sua plataforma Truth Social. A medida, que será aplicada globalmente, baseia-se na Seção 122 do Trade Act de 1974, e o presidente iniciará investigações sob a Seção 301. A Casa Branca publicou uma ordem executiva encerrando parte do tarifaço anterior de Trump. Apesar do novo anúncio, os ativos de risco continuaram subindo, pois as novas tarifas são temporárias e as investigações levam tempo, sinalizando uma possível recalibração da política tarifária. As tarifas sobre aço e alumínio, incluindo produtos brasileiros, não foram afetadas, pois foram aplicadas sob outra lei. Trump criticou a decisão da Corte, chamando-a de "vergonhosa" e "terrível", e afirmou que usará outros métodos legais para impor tarifas. A decisão da Suprema Corte foi amplamente celebrada por milhares de empresas americanas que foram afetadas pelas tarifas, abrindo caminho para reembolsos que totalizam mais de US$ 170 bilhões. O podcast 'O Assunto' analisou os impactos econômicos e políticos da decisão com Mauricio Moura.
No Brasil, a decisão da Suprema Corte dos EUA teve um impacto direto nos mercados, impulsionando o Ibovespa a um novo recorde. O índice fechou em alta de 1,06%, atingindo 190.534,42 pontos, e a máxima histórica de 190.726,78 pontos, sua sétima alta consecutiva na semana encurtada pelo Carnaval. Na semana, a bolsa brasileira subiu 2,18%, acumulando uma alta de 18,25% em 2026. As taxas dos DIs fecharam em baixa, refletindo a busca global por ativos de maior risco, que também levou à queda do dólar comercial em 0,98% para R$ 5,176, o menor nível desde maio de 2024. O euro comercial também recuou, fechando a R$ 6,09, o menor nível em quase um ano. Ações brasileiras de peso, como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e os grandes bancos (BBAS3, BBDC4, ITUB4, SANB11), registraram fortes altas em São Paulo, com mineradoras e bancos liderando os ganhos na B3. O vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou a decisão judicial, classificando-a como "muito importante para o Brasil", e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, corroborou essa visão, afirmando que o Brasil agiu de forma impecável após o "tarifaço" e que a decisão da Justiça americana favorece os países afetados. Alckmin também afirmou que o Brasil manterá a competitividade com a nova tarifa global de 10% dos EUA, pois ela se aplica a todos os países exportadores, não gerando desvantagem comparativa. A decisão judicial anulou parte do "tarifaço" que impunha alíquotas de até 50% sobre produtos brasileiros, o que pode beneficiar setores como máquinas, madeira, café solúvel, uva e frutas.
Além do cenário externo, o Ibovespa tem sido impulsionado por um robusto fluxo de capital estrangeiro. Em fevereiro, até o dia 13, o saldo de investimentos estrangeiros em ações brasileiras já atingiu R$ 8,76 bilhões, somando-se aos R$ 26,3 bilhões registrados em janeiro. Esse movimento é reforçado pela perspectiva de queda da taxa Selic no Brasil, tornando os ativos locais mais atrativos e contribuindo para um descolamento da bolsa brasileira em relação a Wall Street. Estrategistas da XP indicam que o sentimento em relação às ações brasileiras permanece positivo, impulsionado por fundos Macro e passivos. Entre os destaques de alta, a Axia (AXIA3) valorizou-se com a expectativa de migração para o Novo Mercado, e a Petrobras (PETR4) acompanhou a valorização do petróleo. Por outro lado, a Weg (WEGE3) registrou queda após um alerta do JPMorgan sobre resultados fracos no quarto trimestre, e o GPA (PCAR3) caiu com rumores de aumento de capital. A Natura (NTCO3) subiu após anunciar a venda das operações da Avon na Rússia, concluindo sua estratégia de simplificação.
Com a decisão da Suprema Corte considerando as tarifas de Trump ilegais, o caminho para o reembolso de bilhões de dólares a importadores foi aberto. Estima-se que o ressarcimento possa chegar a US$ 175 bilhões, mas o processo é complexo e pode levar anos, gerando uma longa batalha judicial, conforme indicado pelo próprio Trump. Mais de mil ações já foram apresentadas por importadores no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA em busca de restituição. O juiz Brett Kavanaugh indicou que a decisão da Suprema Corte poderia gerar a obrigação de o governo reembolsar bilhões de dólares. O caso deve retornar ao Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, que já decidiu que pode reexaminar decisões tarifárias e determinar reembolsos com juros. Especialistas afirmam que cada empresa deverá ingressar individualmente com ação, e o processo de reembolso pode levar anos, dada a necessidade de comprovação e trâmites legais para cada pedido.
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