Documentos de IPO da SpaceX, analisados pela agência Reuters, indicam que Elon Musk detém um controle acionário que, na prática, o impede de ser removido dos cargos de CEO e presidente do conselho sem seu próprio consentimento. A estrutura acionária da empresa prevê ações Classe B com dez votos cada, que ficarão sob o controle de Musk após a abertura de capital, garantindo seu poder de veto em decisões sobre sua saída. Essa provisão incomum significa que Musk só pode ser destituído de seu cargo por meio de uma votação restrita aos detentores dessas ações com supervoto Classe B, as quais ele controlará.
Especialistas em governança corporativa consideram essa disposição incomum, uma vez que a remoção de um CEO é tradicionalmente uma prerrogativa do conselho de administração. A própria SpaceX alertou investidores que essa estrutura limitará a capacidade deles de influenciar questões corporativas e a eleição de diretores. A empresa está registrada no Texas, seguindo a Tesla, após uma decisão judicial em Delaware sobre o pacote de remuneração de Musk na montadora.
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