Rei Charles III discursa no Congresso dos EUA e se encontra com Trump
O Rei Charles III discursou no Congresso dos EUA, enfatizando a OTAN, a defesa da Ucrânia e a parceria, após se encontrar com Donald Trump em meio a tensões diplomáticas.
Pontos principais
- Rei Charles III e Rainha Camilla chegaram a Washington para uma visita de estado de quatro dias aos EUA.
- O monarca fez um raro discurso ao Congresso dos EUA, enfatizando a união, valores democráticos, a importância da OTAN e a defesa da Ucrânia.
- Ele abordou "momentos de incerteza" em meio a conflitos globais, citando as guerras no Irã e na Ucrânia, e a crise climática.
- Charles III se encontrou com Donald e Melania Trump na Casa Branca, incluindo uma reunião no Salão Oval.
- Em cerimônia formal, o Presidente Trump elogiou o Rei Charles, descrevendo-o como 'um homem muito elegante'.
- A visita ocorre em meio a tensões diplomáticas, incluindo críticas de Trump ao Reino Unido e divergências sobre a guerra no Irã.
- Trump estuda represálias ao governo britânico por não entrar na guerra do Irã, incluindo rever a posição dos EUA sobre as Ilhas Malvinas.
- A segurança da visita foi revisada após um tiroteio em um jantar com o presidente Donald Trump, o que também foi mencionado pelo rei.
- Esta foi a terceira visita de Charles ao Salão Oval, a primeira como príncipe foi em 1970 com Richard Nixon.
O Rei Charles III e a Rainha Camilla iniciaram uma visita de estado de quatro dias aos Estados Unidos, com o monarca realizando um raro discurso ao Congresso americano. Esta foi a primeira vez que um monarca britânico discursou no Congresso desde a Rainha Elizabeth II em 1991. Em seu pronunciamento, Charles III enfatizou a união entre os países, a importância dos valores democráticos e a relevância da OTAN, afirmando que EUA e Reino Unido têm o 'dever de promover a paz'. Ele abordou "momentos de incerteza" em meio a conflitos globais, citando as guerras no Irã e na Ucrânia, e fez menções à defesa do meio ambiente e à crise climática, uma de suas bandeiras constantes, em um contexto que foi interpretado como uma reprovação velada à postura unilateral do presidente Donald Trump em questões internacionais. O rei também pediu por "reconciliação e renovação" nas relações entre os dois países, destacando a capacidade histórica de EUA e Reino Unido de superarem desafios juntos, e ressaltou que as ações dos EUA "importam ainda mais" desde a independência. As observações foram interpretadas como um apelo velado a Donald Trump para que os EUA retornem às suas alianças europeias tradicionais.
A agenda real incluiu um encontro com o presidente Donald Trump e a ex-primeira-dama Melania Trump na Casa Branca, com uma reunião no Salão Oval. Esta foi a terceira vez que Charles visitou o Salão Oval, sendo a primeira em 1970, quando tinha 21 anos e se encontrou com o então presidente Richard Nixon. Houve também uma visita intermediária em 2015, quando, ainda príncipe, se encontrou com Barack Obama. Fotos comparativas mostram a evolução de Charles de jovem príncipe a rei e as mudanças na decoração do Salão Oval ao longo de 56 anos, que Trump "banhou de ouro".
A chegada do monarca ocorre em um período de tensões nas relações entre os dois países, exacerbadas por declarações recentes de Donald Trump, que criticou o Reino Unido e seu primeiro-ministro, e por divergências sobre a guerra no Irã. Trump estuda represálias ao governo britânico por não entrar na guerra do Irã, incluindo rever a posição dos EUA sobre as Ilhas Malvinas. A visita, que celebra os 250 anos dos EUA, teve a segurança reforçada após um incidente de tiroteio em um jantar com o presidente Trump, fato que também foi mencionado pelo monarca em seu discurso.
Apesar do cenário desafiador e dos laços transatlânticos tensos, Trump elogiou o rei em uma cerimônia formal de recepção militar na Casa Branca, descrevendo-o como 'um homem muito elegante' e afirmando que os americanos não tiveram amigos mais próximos do que os britânicos. Ele destacou o 'laço precioso' e a 'relação especial' entre as duas nações, brincando sobre a admiração de sua mãe por Charles e a evolução da relação entre os dois países, de adversários na Guerra da Independência a aliados na Segunda Guerra Mundial. Durante a cerimônia, Trump também fez uma piada sobre seu casamento com Melania, afirmando que não duraria 63 anos como o de seus pais, o que foi considerado constrangedor devido ao histórico conjugal de Charles III. Ele expressou esperança de que a visita ajude a reparar a relação transatlântica.
Além do discurso no Congresso e do encontro com Trump, a agenda do Rei Charles III e da Rainha Camilla inclui homenagens às vítimas do 11 de setembro e outras celebrações dos 250 anos da independência americana. O discurso do monarca visou reforçar a união entre os países e a importância dos valores democráticos, focando em paz, compaixão, democracia, proteção ambiental e liberdade religiosa, em um esforço para fortalecer os laços transatlânticos em um momento de desafios globais.
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