Ações de incorporadoras caem com novo uso do FGTS e incertezas de custos
As ações de incorporadoras de baixa renda na B3 registraram quedas significativas, influenciadas pelo novo uso do FGTS e incertezas sobre a inflação de custos, impactando o Ibovespa.
Pontos principais
- Ações de incorporadoras de baixa renda recuaram entre 5% e 9% na B3, acumulando quedas de 30% a 40% em relação às máximas recentes.
- O governo implementou um novo programa que permite o uso do FGTS para quitação de dívidas, impactando o financiamento do setor imobiliário.
- A alta dos preços de petróleo e energia, juntamente com a incerteza da inflação na construção (INCC-M), contribui para a pressão negativa.
- O Ibovespa caiu 0,61%, marcando o quarto pregão consecutivo de queda, com construtoras entre as maiores baixas.
- Houve saída líquida de recursos estrangeiros da bolsa paulista nos últimos pregões, embora o saldo de abril ainda seja positivo.
As ações de incorporadoras de baixa renda na B3 registraram quedas expressivas, variando entre 5% e 9%, e acumulando perdas de 30% a 40% em relação às suas máximas recentes. Essa deterioração do cenário é atribuída a múltiplos fatores, incluindo o aumento da aversão ao risco no mercado e a implementação de um novo programa governamental que permite o uso do FGTS para quitação de dívidas, o que impacta diretamente o financiamento do setor imobiliário. O Ibovespa, por sua vez, caiu 0,61%, fechando em 189.578,79 pontos, marcando o quarto pregão consecutivo de queda, com as ações de construtoras, como a Cury, entre as mais afetadas.
Além disso, a alta nos preços de petróleo e energia, somada à incerteza sobre a inflação na construção (INCC-M), tem gerado pressão negativa. Analistas destacam a falta de visibilidade sobre a inflação de custos como um problema central, com projeções de aceleração para o segundo trimestre de 2026. A saída líquida de recursos estrangeiros da bolsa paulista nos últimos pregões também contribuiu para o cenário de baixa, com a equipe da XP Investimentos atribuindo a redução dos fluxos a um microambiente mais forte nos EUA e ao arrefecimento das tensões no Oriente Médio.
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