Novo uso do FGTS, altos custos: o que faz construtoras caírem na B3 – e o que esperar
Ações de incorporadoras na B3 caem devido à deterioração do cenário, aumento da aversão ao risco, novo uso do FGTS para quitação de dívidas e incertezas sobre a inflação dos custos da construção, apesar de alguns analistas verem amortecedores para o setor.
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28/04 às 09:32
Pontos principais
- Ações de incorporadoras de baixa renda recuaram entre 5% e 9% na B3, acumulando quedas de 30% a 40% em relação às máximas recentes.
- O novo programa governamental permite o uso do FGTS para quitação de dívidas, impactando o financiamento do setor imobiliário.
- A alta dos preços de petróleo e energia, juntamente com a incerteza da inflação na construção (INCC-M), contribuem para a pressão negativa.
- O Bradesco BBI destaca a falta de visibilidade sobre a inflação de custos como o principal problema, com sinais de aceleração para o 2T26.
- Analistas apontam amortecedores como câmbio mais forte e tetos de preço mais altos no Minha Casa, Minha Vida, mas o sentimento do mercado permanece negativo no curto prazo.
- Empresas como Direcional e Tenda parecem melhor posicionadas, enquanto Cury e Plano & Plano mostram maior exposição à pressão de custos.
- Apesar dos valuations atrativos, a cautela dos investidores deve persistir até que haja maior clareza sobre as revisões orçamentárias e o impacto dos custos.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Bradesco BBICuryFGVDirecionalTendaPlano & Plano
Lugares
B3

