Um tiroteio durante o jantar de correspondentes da Casa Branca resultou na evacuação do presidente Donald Trump e na detenção de um suspeito, reacendendo o debate sobre a violência política nos EUA.
Um tiroteio durante o jantar anual de correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Hilton em Washington, gerou caos e resultou na evacuação do presidente Donald Trump e da primeira-dama, que saíram ilesos. Um suspeito, Cole Tomas Allen, de 31 anos, da Califórnia do Sul, foi detido e formalmente acusado de tentativa de assassinato do presidente, transporte interestadual de arma de fogo e disparo de arma de fogo durante um crime violento. O incidente reacendeu o debate sobre a violência política nos Estados Unidos e levantou questões sobre os arranjos de segurança da Casa Branca, especialmente considerando que Trump já havia sido alvo de tentativas de assassinato em 2024 na Pensilvânia e na Flórida.
Testemunhas e especialistas questionaram a segurança do evento, com relatos de controle de acesso deficiente. O presidente Trump criticou a segurança do hotel Hilton e defendeu a construção de um novo salão de baile na Casa Branca, considerado mais seguro. No entanto, especialistas em segurança, incluindo ex-agentes do Serviço Secreto e FBI, argumentam que as medidas de segurança funcionaram, pois o agressor foi detido antes de conseguir chegar ao salão onde o presidente estava. O ataque a Trump trouxe à tona o histórico de violência contra presidentes nos EUA, reabrindo o debate sobre o controle de armas, já que em todos os casos de atentados a presidentes, os agressores utilizaram armas de fogo. A história americana registra que quatro presidentes foram assassinados e outros três ficaram feridos em atentados, destacando a vulnerabilidade de figuras políticas de alto escalão e a recorrência da violência política no país.
Folha de São Paulo - Mundo • 27 abr, 22:30
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