A Serra Gaúcha, tradicional região produtora de vinhos no Brasil, celebra uma safra de uvas emblemática em 2026, com 905 mil toneladas produzidas, superando a média histórica. Este resultado é visto como um marco de recuperação e resiliência após as enchentes de 2024, que causaram perdas significativas. A retomada é atribuída ao clima favorável, ao alto investimento em tecnologia e à persistência dos agricultores locais.
Um exemplo notável dessa resiliência é a família Argenta, de Barão (RS), que transformou vinhos soterrados pelas enchentes em uma "Edição Inundação" especial. Embora o produtor Arnaldo Argenta estime que a recuperação total das perdas de R$ 1,5 milhão levará cinco anos, a adoção de novas tecnologias, como o sistema de cultivo coberto, e a pesquisa com variedades de uva como a Palava, são estratégias para proteger as plantações de futuras variações climáticas extremas. A viticultura na Serra Gaúcha é um legado de imigrantes italianos, envolvendo cerca de 15 mil famílias e representando uma tradição passada por gerações.
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