Um estudo do WRI Brasil e universidades gaúchas detalha as causas da tragédia climática de 2024 no Rio Grande do Sul, apontando fatores históricos, sociais, econômicos e de governança que amplificaram os impactos das chuvas intensas.

Um estudo conduzido pelo WRI Brasil em colaboração com universidades gaúchas revelou as complexas causas da tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024. A pesquisa, que analisou o desastre que afetou 478 municípios e resultou em 185 mortes, identificou 11 causas raiz distribuídas em quatro categorias principais: desenvolvimento urbano e rural, condições físicas e ambientais, condições socioeconômicas e governança. Entre os fatores cruciais apontados estão um modelo de ocupação territorial pouco resiliente, o negacionismo climático, a desigualdade socioeconômica e falhas significativas na governança.
O estudo conclui que a tragédia não foi um evento isolado, mas sim o ápice de um processo histórico de construção de risco, amplificado por decisões humanas e institucionais ao longo do tempo. Para construir cidades mais resilientes e evitar futuros desastres, os pesquisadores sugerem que são necessários investimentos que vão além da infraestrutura, focando no fortalecimento da governança, no planejamento integrado e na criação de uma cultura de prevenção. A coordenadora do estudo, Lara Caccia, ressalta que a resiliência pode ser construída através de novas escolhas de desenvolvimento, assim como o risco foi historicamente estabelecido.
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