O mercado de crédito privado brasileiro demonstra maior resiliência em 2025/2026, com o impacto dos calotes sendo seis vezes menor em comparação com o período de 2022/2023, conforme análise da JGP. Apesar de um número maior de empresas envolvidas, o estrago no índice de dívida (IDEX) é de 0,6%, significativamente inferior aos 3,69% registrados no ciclo anterior. Casos recentes de empresas como Ambipar, Raízen e GPA, por exemplo, tiveram um impacto combinado menor do que os de Americanas e Light no período anterior.
Essa melhora é corroborada pela menor abertura dos prêmios de risco, que foi de 44 pontos-base neste ciclo, contra 91 pontos-base no anterior. Alexandre Muller, da JGP, ressalta a importância de analisar a relação entre dívida em atraso e o estoque total, métrica acompanhada pelo Banco Central, em vez do número absoluto de recuperações judiciais. O estoque de dívida em atraso tem se mantido estável em cerca de 3% desde 2024, e os resgates de fundos de crédito privado, que dobraram em volume nos últimos três anos, estão em 1,5% do patrimônio, abaixo dos 2% de 2022/2023, indicando um ajuste normal ao fim de um ciclo de juros altos.
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