Analistas do Citi estimam que as antecipações de capital ao FGC terão um impacto moderado nos lucros dos principais bancos brasileiros em 2026, variando de 0,4% a 1,9%.
Analistas do Citi projetam um impacto limitado nos lucros dos principais bancos brasileiros em 2026, decorrente das novas regras de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As alterações, que incluem adiantamento de capital e uma sobretaxa operacional recorrente após a liquidação do Banco Master, exigirão que os bancos antecipem 84 meses de contribuições ordinárias. Desse total, 60 meses serão pagos em 2026, e o restante nos anos seguintes, além de uma contribuição extraordinária.
O impacto estimado nos lucros varia de 0,4% para o Nubank a 1,9% para o Banco do Brasil, com um efeito moderado no capital de Nível 1 das instituições. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou as mudanças no estatuto do FGC em janeiro, e o Banco Central do Brasil (BCB) deve formalizar o cronograma de parcelamento. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está em negociação com o BC para permitir o uso de depósitos compulsórios no financiamento desses adiantamentos, visando mitigar os custos de oportunidade para o setor.