A USA Rare Earth adquiriu a mineradora brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões, visando fortalecer a cadeia de suprimentos de terras raras e reduzir a dependência da China.
A USA Rare Earth anunciou a compra da mineradora brasileira Serra Verde, a única mineradora de terras raras do Brasil, por US$ 2,8 bilhões (aproximadamente R$ 14 bilhões), em um movimento estratégico para fortalecer a cadeia de suprimentos de terras raras e reduzir a dependência da China. A transação, que inclui US$ 300 milhões em dinheiro e a emissão de 126,9 milhões de novas ações ordinárias, tem conclusão prevista para o terceiro trimestre de 2026 e está sujeita a aprovações regulatórias. Ambas as empresas receberam financiamento significativo do governo dos EUA para suas operações, destacando a importância geopolítica da aquisição em um cenário de crescentes tensões entre os Estados Unidos e a China, e refletindo a estratégia americana de segurança de suprimentos de terras raras. A notícia foi bem recebida pelo mercado, com as ações da USAR na Nasdaq registrando alta, e a equipe da Serra Verde será incorporada à diretoria da USAR.
A Serra Verde, proprietária da mina Pela Ema em Minaçu (GO), é a única produtora em larga escala de elementos de terras raras magnéticas fora da Ásia, incluindo disprósio e térbio, cruciais para as cadeias de suprimento ocidentais. A mina, que iniciou a produção comercial em 2024 e espera atingir 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027, deverá responder por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China até 2027. A nova empresa multinacional terá oito operações no Brasil, EUA, França e Reino Unido, cobrindo toda a cadeia de suprimentos de terras raras.
A Serra Verde também firmou um acordo de 15 anos para fornecer 100% de sua produção inicial a uma Empresa de Propósito Específico (SPV) capitalizada por agências do governo dos EUA e fontes privadas, com pisos de preços garantidos para quatro terras raras magnéticas, incluindo neodímio e praseodímio (NdPr) a US$110 por quilograma. Este mecanismo busca nivelar a competição com a China, que domina cerca de 90% da produção global de terras raras processadas, embora críticos alertem para possíveis distorções de mercado. A operação busca criar uma líder global com operações integradas, desde mineração até a fabricação de ímãs, e estabelecer a primeira cadeia de suprimentos da mina ao ímã fora da Ásia. Donald Trump tem criticado a dependência mundial da produção chinesa de terras raras, o que ressalta a importância estratégica desta aquisição.
Agência Brasil - EBC • 20 abr, 17:28
UOL - Economia • 20 abr, 13:53
Folha de São Paulo - Mercado • 20 abr, 12:07
11 mai, 13:04
23 abr, 10:08
22 abr, 16:02
21 abr, 05:03
5 fev, 13:02
Carregando comentários...