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Holding militar cubana controla 40% do PIB e tem ativos de US$ 17,9 bi

A GAESA, holding das Forças Armadas de Cuba, gerencia cerca de 40% do PIB e possui ativos bilionários, investindo em luxo enquanto a população enfrenta escassez.

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Foto: G1 Mundo
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20/04 às 06:01 · atualizado 12:04

Pontos principais

  • A GAESA é uma holding empresarial controlada pelas Forças Armadas de Cuba, ligada ao entorno de Raúl Castro.
  • A empresa gerencia aproximadamente 40% do Produto Interno Bruto (PIB) cubano e opera os setores mais rentáveis da economia.
  • Documentos vazados em 2024 revelaram que a GAESA possuía ativos de pelo menos US$ 17,9 bilhões, incluindo US$ 14,4 bilhões em contas bancárias.
  • A holding investe na construção de hotéis de luxo e opera diversos setores, como turismo, remessas e comércio exterior.
  • As atividades da GAESA contrastam com a extrema escassez, apagões e pobreza enfrentados pela população cubana.
  • A GAESA opera fora do controle estatal, sem website ou balanços públicos, e não pode ser auditada por órgãos cubanos.

A GAESA, uma holding empresarial sob o controle das Forças Armadas de Cuba e ligada ao entorno de Raúl Castro, gerencia cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Documentos vazados em 2024 revelaram que a empresa possuía ativos de pelo menos US$ 17,9 bilhões, incluindo US$ 14,4 bilhões em contas bancárias, uma fortuna maior que as reservas de vários países. A holding atua nos setores mais rentáveis da economia, como turismo, remessas e comércio exterior, investindo na construção de hotéis de luxo.

Essa atuação contrasta fortemente com a realidade da população cubana, que enfrenta escassez generalizada de bens e serviços, frequentes apagões e pobreza. A GAESA opera secretamente, sem website, não publica balanços e não pode ser auditada por órgãos estatais cubanos, funcionando como uma "economia dentro de outra". Suas reservas financeiras são gerenciadas pelo Banco Financeiro Internacional (BFI) e podem estar diversificadas em bancos internacionais e paraísos fiscais, com a elite cubana se beneficiando de um sistema paralelo de riqueza.

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