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Turquia corta 131 toneladas das reservas de ouro em março para sustentar a lira

CNBC mapeia inversão: bancos centrais de emergentes passam de compradores recordes a vendedores; preço do ouro cai ~12% desde o pico de janeiro.

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16/04 às 09:00

Pontos principais

  • Ouro negociado a ~US$4.838/onça, queda de 10-12% em relação ao pico de janeiro de 2026
  • Turquia cortou 131 toneladas de reservas de ouro em março para sustentar a lira
  • Rússia e Gana também reduziram reservas para ampliar liquidez
  • Nicky Shiels (MKS Pamp): 'tem havido venda notável de ouro pelos bancos centrais'
  • Steve Brice (Standard Chartered): 'fraqueza das moedas de emergentes levou alguns BCs a vender ouro para estabilizar câmbio'
  • CNBC aponta inversão: de compra recorde para venda, com emergentes liderando a tendência

O padrão dos últimos anos — bancos centrais de emergentes acumulando ouro como hedge contra o dólar — se inverte. Pressões de liquidez geradas por guerra, defesa e moedas fracas levam esses mesmos bancos centrais a liquidar reservas. Turquia é o caso mais agudo: 131 toneladas em um só mês de março para defender a lira.

O impacto no preço é direto: o ouro recuou ~12% desde o pico de janeiro, mesmo com o cenário geopolítico ainda tenso. A inversão de fluxo de compra para venda entre emergentes é o principal vetor, segundo analistas ouvidos pela CNBC — e sinaliza que o 'trade do ouro como alternativa ao dólar' pode estar em pausa forçada.

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