O Tesouro Nacional anunciou a captação de 5 bilhões de euros em uma emissão de títulos no mercado europeu, marcando seu retorno a este segmento após mais de uma década. Esta operação representa a maior emissão de títulos internacionais da história do Brasil, visando diversificar a dívida pública, aproveitar as condições favoráveis do mercado e oferecer uma referência para outros emissores domésticos. A decisão foi tomada após conversas bem-sucedidas com investidores e um cenário internacional propício, demonstrando a confiança do mercado financeiro internacional na economia brasileira.
A emissão foi dividida em três tranches, com vencimentos em 4, 7 e 10 anos (EURO 2030, EURO 2033 e EURO 2036, respectivamente), e retornos anuais de 4,240%, 5,031% e 5,627%. A procura pelos papéis superou em mais de três vezes o volume ofertado, inicialmente estimado em até 4 bilhões de euros, indicando forte interesse de investidores internacionais. A maioria dos investidores (69%) veio da Europa, evidenciando a confiança na dívida soberana brasileira. Os recursos captados serão usados principalmente para o refinanciamento da dívida pública federal, substituindo passivos já existentes, ou para projetos de investimento.
A operação foi coordenada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a captação durante reuniões do FMI e Banco Mundial em Washington, classificando-a como "histórica" e destacando o compromisso do governo em estabilizar a dívida pública, além de mencionar a intenção de prospectar novos mercados. A emissão de títulos é uma forma de o governo obter financiamento externo.
UOL - Economia • 15 abr, 22:38
G1 - Economia • 15 abr, 21:22
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