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Brasil formaliza intenção de emitir títulos de dívida em yuan

O governo brasileiro planeja captar até 5 bilhões de yuans nos próximos três meses para diversificar fontes de financiamento e reduzir a dependência do dólar.

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Foto: G1 Mundo
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24/06 às 23:15 · atualizado 25/06 às 09:05

Pontos principais

  • O governo brasileiro formalizou a intenção de emitir títulos soberanos denominados em yuan, conhecidos como Panda Bonds.
  • A operação visa captar até 5 bilhões de yuans, equivalentes a cerca de US$ 735 milhões, nos próximos três meses.
  • A iniciativa busca estabelecer a presença da dívida brasileira no mercado chinês e auxiliar empresas nacionais na mitigação de riscos cambiais.
  • O governo reforçou que a estratégia foca no multilateralismo e não prevê, no momento, a criação de uma moeda comum para o bloco dos BRICS.
  • A emissão segue o retorno do Brasil ao mercado de dívida em euros, realizado em abril deste ano.
  • O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante visita oficial a Pequim e Xangai.

O governo brasileiro formalizou, em Pequim, a intenção de emitir títulos da dívida pública denominados em yuan chinês, os chamados Panda Bonds. A carta de intenções foi entregue pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao presidente do Banco Popular da China, Pan Gongsheng. A operação, prevista para ocorrer nos próximos três meses, visa captar até 5 bilhões de yuans, aproximadamente US$ 735 milhões. Esta estratégia reflete um esforço para diversificar as fontes de financiamento externo e reduzir a dependência de moedas tradicionais, como o dólar, além de ampliar a presença do Brasil no mercado financeiro asiático, seguindo o movimento de retorno ao mercado de dívida em euros realizado em abril.

Além do objetivo de atrair investidores para projetos de sustentabilidade, como o Eco Invest Brasil, a emissão serve como um teste de mercado para facilitar a captação de recursos por empresas privadas brasileiras. O ministro Dario Durigan discutiu o plano com representantes de companhias como Vale e WEG, visando oferecer alternativas de hedge cambial para mitigar a volatilidade do dólar. O governo ressaltou que a medida alinha-se ao fortalecimento das relações econômicas com a China, principal parceiro comercial do país, ao mesmo tempo em que reafirmou o compromisso com o multilateralismo, descartando avanços concretos sobre a criação de uma moeda comum para os BRICS.

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