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Ratinho vira réu por violência política contra deputada

O apresentador Ratinho se tornou réu por suposta violência política contra a deputada federal Natália Bonavides, após declarações misóginas e ameaçadoras em 2021.

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Foto: InfoMoney
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15/04 às 17:02 · atualizado 21:02

Pontos principais

  • Ratinho virou réu por suposto crime de violência política contra a mulher, após denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE).
  • As declarações ocorreram em 2021, durante programa na Rádio Massa FM, criticando um projeto de lei da deputada Natália Bonavides.
  • O apresentador usou expressões como "vá lavar roupa, costura a calça do teu marido, a cueca dele", "feia do capeta também" e fez menção a "metralhar" a deputada.
  • O projeto da deputada visava incluir termos neutros na celebração do casamento civil para casais homoafetivos.
  • A Promotoria Eleitoral solicitou indenização de R$ 1 milhão por danos morais à deputada.

O apresentador Ratinho, cujo nome de batismo é Carlos Roberto Massa, tornou-se réu na Justiça Eleitoral de São Paulo por suposta violência política contra a deputada federal Natália Bonavides. A denúncia foi movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e se baseia em declarações feitas por Ratinho em 2021, durante um programa na Rádio Massa FM, onde ele criticou um projeto de lei da deputada. O projeto visava alterar o Código Civil para incluir termos neutros na celebração do casamento civil, buscando a inclusão de casais homoafetivos.

Durante a transmissão, Ratinho proferiu expressões consideradas de menosprezo e discriminação, como "vá lavar roupa, costura a calça do teu marido, a cueca dele" e "feia do capeta também". Além das falas machistas, o apresentador fez menção a "metralhar" a deputada, o que foi considerado uma forma de constrangimento e ameaça. Os comentários foram classificados pelo MPE como constrangedores e humilhantes, usando estereótipos de gênero. Ratinho é acusado de infração ao artigo 326-B do Código Eleitoral, que tipifica o crime de violência política contra a mulher.

A Promotoria Eleitoral solicitou uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais à deputada. O caso foi reaberto após o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo invalidar o arquivamento inicial, e o juiz eleitoral Tiago Ducatti Lino Machado recebeu a acusação, destacando a descrição detalhada do fato criminoso e rejeitando as alegações de Ratinho sobre seu "estilo". A assessoria do apresentador não se manifestou sobre o caso até a última atualização da reportagem.

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