Um estudo do FGV Ibre revela que a maioria dos trabalhadores brasileiros não prevê a perda do emprego nos próximos seis meses, embora a percepção de risco esteja em ascensão.
A maioria dos trabalhadores brasileiros, 56,5%, não espera perder o emprego ou sua principal fonte de renda nos próximos seis meses, conforme a décima edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho, realizada pelo FGV Ibre. No entanto, a preocupação com essa possibilidade está crescendo, com 17,2% dos trabalhadores indicando risco de perda de emprego, o maior patamar registrado desde junho de 2025.
Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, interpreta os resultados como um sinal de que o mercado de trabalho ainda está aquecido, mas já apresenta indícios de desaceleração. A pesquisa, que começou em julho de 2025, busca complementar as estatísticas tradicionais ao incorporar a percepção dos trabalhadores sobre suas condições de trabalho, abordando temas como satisfação, chance de perder o emprego, proteção social, suficiência da renda e expectativas futuras.
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