Irã condena primeira mulher à morte por participação em protestos
O Irã condenou à morte quatro manifestantes, incluindo Bita Hemmati, a primeira mulher a receber tal sentença por seu envolvimento em protestos, gerando apelos internacionais por intervenção.
Pontos principais
- Quatro manifestantes foram condenados à morte no Irã por participação em protestos.
- Bita Hemmati é a primeira mulher a ser condenada à morte por seu papel no levante popular.
- Ela foi condenada junto com seu marido, Mohammadreza Majidi Asl, e outros dois homens.
- As acusações contra Hemmati incluem uso de explosivos, agressão a forças de segurança e perturbação da segurança nacional.
- O Conselho Nacional da Resistência do Irã (CNRI) pediu ajuda à ONU e a órgãos internacionais para salvar os condenados.
O Irã anunciou a condenação à morte de quatro manifestantes por sua participação em protestos ocorridos no início do ano. Entre os condenados está Bita Hemmati, a primeira mulher a receber a pena capital por seu envolvimento no levante popular contra o regime iraniano. Ela foi sentenciada juntamente com seu marido, Mohammadreza Majidi Asl, e outros dois homens, Behrouz Zamaninezhad e Kourosh Zamaninezhad.
As acusações contra Bita Hemmati incluem uso de explosivos, agressão às forças de segurança, destruição de propriedade pública e perturbação da segurança nacional. O Conselho Nacional da Resistência do Irã (CNRI) fez um apelo à ONU e a órgãos internacionais para intervir e salvar os condenados. Ativistas de direitos humanos acusam a República Islâmica de usar a pena de morte como ferramenta de repressão, e há temores de um aumento nas execuções, com sete pessoas já executadas ligadas a esses protestos.
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