Petrobras mantém potencial de geração de caixa com petróleo alto, diz XP
Apesar das medidas governamentais para conter os preços dos combustíveis, a Petrobras e outras empresas do setor ainda se beneficiam do cenário de petróleo elevado, segundo análise da XP.
Pontos principais
- O governo federal implementou nove iniciativas para amortecer o impacto da alta do petróleo nos preços dos combustíveis no Brasil.
- As medidas incluem subsídios diretos ao diesel, corte de PIS/Cofins e auxílio ao GLP, entre outras.
- A XP avalia que essas ações reduzem o preço efetivo de paridade de importação, limitando os reajustes da Petrobras.
- Mesmo com preços domésticos defasados, a XP estima que a Petrobras pode gerar US$ 20,7 bilhões em FCFE anualizado com Brent a US$ 100.
- Grandes distribuidoras como Vibra e Ipiranga são beneficiadas indiretamente pela menor entrada de combustíveis importados.
A Petrobras mantém um potencial significativo de geração de caixa, mesmo diante das nove iniciativas do governo federal para mitigar o impacto da alta do petróleo nos preços dos combustíveis no Brasil. Segundo análise da XP, essas medidas, que incluem subsídios ao diesel, corte de PIS/Cofins e auxílio ao GLP, reduzem o preço efetivo de paridade de importação e impõem um teto aos reajustes da estatal. Contudo, o cenário de petróleo elevado ainda é favorável para a empresa e outras do setor.
A XP estima que, mesmo com os preços domésticos defasados, a Petrobras pode gerar US$ 20,7 bilhões em Free Cash Flow to Equity (FCFE) anualizado com o Brent a US$ 100, mantendo uma recomendação positiva para a ação. Grandes distribuidoras como Vibra e Ipiranga também são beneficiadas indiretamente pela menor entrada de combustíveis importados, o que sustenta suas margens. Produtoras independentes como a PRIO se destacam, enquanto Brava Energia e PetroReconcavo têm potencial limitado por políticas de hedge e impostos de exportação.
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