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Guerra no Oriente Médio desacelera economia global e eleva inflação

A guerra no Oriente Médio levará a um crescimento econômico global mais lento e inflação elevada, com o Banco Mundial e o FMI alertando para impactos significativos.

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Foto: InfoMoney
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09/04 às 12:03 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Ajay Banga, presidente do Banco Mundial, prevê crescimento global mais lento e inflação mais alta devido à guerra no Oriente Médio.
  • O impacto na economia global é estimado entre 0,3% e 0,4% no cenário básico, podendo ultrapassar 1% em um período mais longo.
  • A inflação global pode ser afetada em até 0,9 ponto percentual.
  • A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que a demanda por apoio financeiro do fundo pode aumentar entre US$20 bilhões e US$50 bilhões.
  • A guerra causou um corte de 13% no fluxo diário mundial de petróleo e 20% no de gás natural liquefeito (GNL), elevando os preços da energia e interrompendo cadeias de fornecimento.
  • O Banco Mundial pode desembolsar até US$70 bilhões em financiamento para países afetados nos próximos seis meses.

O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertaram que a guerra no Oriente Médio resultará em um crescimento econômico global mais lento e uma inflação mais elevada. Segundo Banga, o impacto na economia global é estimado entre 0,3% e 0,4% no cenário básico, podendo exceder 1% em um cenário mais prolongado e desafiador, com a inflação global podendo ser afetada em até 0,9 ponto percentual. O FMI também cortou sua previsão de crescimento global em função do conflito.

Georgieva indicou que a demanda por apoio financeiro do FMI pode aumentar entre US$20 bilhões e US$50 bilhões. A guerra já causou um corte de 13% no fluxo diário mundial de petróleo e 20% no de gás natural liquefeito (GNL), elevando os preços da energia e interrompendo cadeias de fornecimento. Para auxiliar os países atingidos, o Banco Mundial pode liberar até US$70 bilhões em financiamento nos próximos seis meses. Banga também alertou que os países devem evitar agravar seus desafios fiscais com subsídios insustentáveis.

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