Fleury e Porto Seguro encerram negociações com Oncoclínicas
Fleury e Porto Seguro desistiram da proposta de aquisição de participação na Oncoclínicas, que agora busca novas opções para reestruturar sua situação financeira.
Pontos principais
- O Grupo Fleury e a Porto Seguro encerraram as negociações para uma potencial operação conjunta com a Oncoclínicas.
- A proposta inicial previa a criação de uma nova empresa focada em clínicas de tratamento de câncer e um aporte de R$ 500 milhões.
- A Porto Seguro notificou a Oncoclínicas sobre o encerramento das negociações, liberando-a da exclusividade.
- A Oncoclínicas (ONCO3) anunciou que continuará avaliando opções para reestruturar sua situação financeira.
- As ações da Oncoclínicas caíram 8,13% após o anúncio do fim das tratativas.
- A iniciativa também buscava reorganizar a estrutura financeira da Oncoclínicas, que possui dívidas superiores a R$ 4 bilhões.
- A Oncoclínicas solicitou à Justiça de São Paulo a suspensão de cláusulas de vencimento antecipado de dívidas.
O Grupo Fleury e a Porto Seguro anunciaram o encerramento das negociações para uma possível operação em conjunto com a Oncoclínicas. A decisão, comunicada por meio de fatos relevantes, marca o fim de um projeto que previa a criação de uma nova empresa focada em clínicas de tratamento de câncer. A proposta inicial envolvia um aporte de R$ 500 milhões, com a possibilidade de um complemento de R$ 500 milhões via emissão de debêntures conversíveis em ações. Em março, o Fleury havia assinado um acordo não vinculante para a formação dessa nova empresa.
A Porto Seguro notificou a Oncoclínicas sobre o encerramento das tratativas, liberando a empresa da exclusividade prevista em termo assinado anteriormente. No dia anterior, o Fleury já havia informado o fim das negociações que envolviam as três companhias. Além da expansão no setor de oncologia, a iniciativa também visava reorganizar a estrutura financeira da Oncoclínicas, que possui dívidas superiores a R$ 4 bilhões. As negociações estavam em fase inicial e dependiam de auditorias e aprovação de órgãos reguladores, mas foram interrompidas sem detalhes sobre os motivos.
Após o anúncio, a Oncoclínicas (ONCO3) informou que continuará avaliando opções para reestruturar sua situação financeira, o que levou à queda de 8,13% em suas ações. A empresa também solicitou à Justiça de São Paulo a suspensão de cláusulas de vencimento antecipado de dívidas. Analistas do BTG Pactual indicaram que o desfecho era esperado devido à complexidade e aos desafios financeiros da Oncoclínicas, mantendo recomendação neutra para as ações da companhia.
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