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Rússia classifica grupo Nobel da Paz como extremista e prende jornalista

A Rússia intensificou a repressão ao classificar o grupo de direitos humanos Memorial, vencedor do Nobel da Paz de 2022, como extremista e prender um jornalista do Novaia Gazeta.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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13/04 às 17:15

Pontos principais

  • A Suprema Corte da Rússia classificou o grupo de direitos humanos Memorial como extremista.
  • O Memorial foi um dos vencedores do Prêmio Nobel da Paz de 2022.
  • Agentes invadiram a redação do jornal independente Novaia Gazeta.
  • Um jornalista do Novaia Gazeta foi preso após a invasão.
  • O editor do Novaia Gazeta foi laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 2021.

A Rússia intensificou sua repressão a grupos e indivíduos críticos ao governo, com a Suprema Corte classificando o grupo de direitos humanos Memorial como extremista. A decisão, tomada em uma audiência a portas fechadas, atinge uma organização que foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 2022 por seu trabalho na documentação de crimes políticos e na defesa dos direitos humanos.

Paralelamente, agentes invadiram a redação do jornal independente Novaia Gazeta, resultando na prisão de um de seus jornalistas. O editor do Novaia Gazeta, Dmitri Muratov, também foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 2021, destacando a relevância do veículo no cenário da imprensa independente russa. Essas ações indicam uma ampliação da repressão no país.

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