Rússia classifica grupo Nobel da Paz como extremista e prende jornalista
A Rússia intensificou a repressão ao classificar o grupo de direitos humanos Memorial, vencedor do Nobel da Paz de 2022, como extremista e prender um jornalista do Novaia Gazeta.
Pontos principais
- A Suprema Corte da Rússia classificou o grupo de direitos humanos Memorial como extremista.
- O Memorial foi um dos vencedores do Prêmio Nobel da Paz de 2022.
- Agentes invadiram a redação do jornal independente Novaia Gazeta.
- Um jornalista do Novaia Gazeta foi preso após a invasão.
- O editor do Novaia Gazeta foi laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 2021.
A Rússia intensificou sua repressão a grupos e indivíduos críticos ao governo, com a Suprema Corte classificando o grupo de direitos humanos Memorial como extremista. A decisão, tomada em uma audiência a portas fechadas, atinge uma organização que foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 2022 por seu trabalho na documentação de crimes políticos e na defesa dos direitos humanos.
Paralelamente, agentes invadiram a redação do jornal independente Novaia Gazeta, resultando na prisão de um de seus jornalistas. O editor do Novaia Gazeta, Dmitri Muratov, também foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 2021, destacando a relevância do veículo no cenário da imprensa independente russa. Essas ações indicam uma ampliação da repressão no país.
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