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Rússia classifica grupo Nobel da Paz Memorial como extremista e proíbe atividades

A Suprema Corte russa declarou o grupo de direitos humanos Memorial, ganhador do Prêmio Nobel, como "extremista", proibindo suas atividades e intensificando a repressão à liberdade de expressão no país.

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Foto: Gazeta do Povo
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09/04 às 11:04 · atualizado 11:30

Pontos principais

  • A Suprema Corte da Rússia classificou o grupo de direitos humanos Memorial como um movimento "extremista" em audiência a portas fechadas.
  • A decisão proíbe as atividades da ONG em território russo e permite processar qualquer pessoa que contribua para o trabalho da organização ou compartilhe seu material.
  • A Memorial, fundada para documentar a repressão política na União Soviética, vê a medida como uma tentativa de silenciar a sociedade civil.
  • Em 2021, duas organizações principais da Memorial foram banidas sob acusações de "justificar o terrorismo e o extremismo".
  • A organização dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2022, reconhecimento visto como condenação à invasão da Ucrânia pela Rússia.

A Suprema Corte da Rússia classificou o grupo de direitos humanos Memorial, laureado com o Prêmio Nobel da Paz, como um movimento "extremista". A decisão, tomada em uma audiência a portas fechadas, proíbe as atividades da ONG em território russo e fornece um mecanismo legal para processar indivíduos que contribuam para a organização ou compartilhem seu material, intensificando a repressão à liberdade de expressão no país. Fundada para documentar a repressão política na União Soviética, a Memorial considera a medida uma tentativa de intimidar a dissidência e silenciar a sociedade civil.

Em 2021, duas das principais organizações da Memorial já haviam sido banidas sob acusações de "justificar o terrorismo e o extremismo", consideradas absurdas pelo grupo. Apesar das proibições, a Memorial continuou a operar, principalmente de fora da Rússia, apoiando mais de 1.500 prisioneiros políticos. A organização dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2022, em um reconhecimento amplamente visto como uma condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia. Oleg Orlov, líder da Memorial, foi condenado à prisão em 2024 por "desacreditar as Forças Armadas" e posteriormente libertado em uma troca de prisioneiros.

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