A Suprema Corte russa declarou o grupo de direitos humanos Memorial, ganhador do Prêmio Nobel, como "extremista", proibindo suas atividades e intensificando a repressão à liberdade de expressão no país.
A Suprema Corte da Rússia classificou o grupo de direitos humanos Memorial, laureado com o Prêmio Nobel da Paz, como um movimento "extremista". A decisão, tomada em uma audiência a portas fechadas, proíbe as atividades da ONG em território russo e fornece um mecanismo legal para processar indivíduos que contribuam para a organização ou compartilhem seu material, intensificando a repressão à liberdade de expressão no país. Fundada para documentar a repressão política na União Soviética, a Memorial considera a medida uma tentativa de intimidar a dissidência e silenciar a sociedade civil.
Em 2021, duas das principais organizações da Memorial já haviam sido banidas sob acusações de "justificar o terrorismo e o extremismo", consideradas absurdas pelo grupo. Apesar das proibições, a Memorial continuou a operar, principalmente de fora da Rússia, apoiando mais de 1.500 prisioneiros políticos. A organização dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2022, em um reconhecimento amplamente visto como uma condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia. Oleg Orlov, líder da Memorial, foi condenado à prisão em 2024 por "desacreditar as Forças Armadas" e posteriormente libertado em uma troca de prisioneiros.
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