Reforma tributária expõe "falsa automação" em empresas brasileiras
A reforma tributária revela que muitas empresas brasileiras, apesar de se declararem automatizadas, dependem de processos manuais e lentos na gestão fiscal, gerando riscos e ineficiências.
Pontos principais
- A reforma tributária evidencia que empresas brasileiras possuem processos fiscais lentos e dependentes de intervenção manual.
- Pesquisa da V360 aponta que 62,2% das empresas levam mais de 20 dias para registrar uma nota fiscal, e 22,3% ultrapassam 30 dias.
- Apesar de 87% das companhias afirmarem alto nível de automação fiscal, a pesquisa sugere uma "falsa automação" com validação humana em processos digitais.
- Apenas 48% das empresas realizam conferência completa de notas fiscais, aumentando riscos de pagamentos indevidos e erros fiscais.
- A adaptação ao novo modelo tributário, com o IVA Dual, pressionará as estruturas ineficientes, exigindo automação para evitar custos e erros.
A reforma tributária em implementação no Brasil está expondo a "falsa automação" e as fragilidades operacionais e fiscais de muitas empresas. Um levantamento da V360 revela que, embora 87% das companhias se declarem altamente automatizadas, a realidade mostra processos lentos e dependentes de tarefas manuais na gestão de notas fiscais. Cerca de 62,2% das empresas levam mais de 20 dias para registrar uma nota fiscal, e 22,3% ultrapassam 30 dias, indicando que a digitalização ainda exige validação humana extensiva.
Essa ineficiência, aliada ao fato de que apenas 48% das empresas realizam conferência completa de notas fiscais, aumenta os riscos de pagamentos indevidos e erros fiscais. A transição para o novo modelo tributário, com o IVA Dual (IBS e CBS), exigirá que as empresas operem com regras antigas e novas simultaneamente, pressionando ainda mais as estruturas ineficientes. A automação se torna estratégica para que as empresas ganhem agilidade e evitem custos e erros na adaptação ao novo sistema, cujas obrigações acessórias já demandam ajustes nos sistemas empresariais a partir de 2026.
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