O Itaú BBA aponta cenários divergentes para celulose de fibra curta e longa, com visão positiva para a Suzano devido à sua maior exposição à fibra curta.
O Itaú BBA divulgou uma análise indicando cenários opostos para os mercados de celulose de fibra curta e fibra longa. A celulose de fibra curta apresenta um momento positivo, impulsionada por restrições de oferta na Indonésia e uma forte demanda por papel na China, o que tem levado a aumentos de preços. A Suzano, com maior exposição a este tipo de fibra, estima uma perda de 150 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026 e até 600 mil toneladas em 2026 devido à situação indonésia, o que limita ainda mais a oferta global.
Em contraste, a celulose de fibra longa enfrenta um cenário de enfraquecimento, com estoques elevados na China e a substituição de fibra por fibra (F2F), resultando em margens fracas e a possibilidade de paralisações de capacidade no Canadá. Apesar do desempenho negativo recente das ações da Suzano, o Itaú BBA mantém uma recomendação de compra para SUZB3, com um preço-alvo de R$ 70, fundamentando sua visão positiva na robustez dos fundamentos da celulose de fibra curta no cenário global.
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