As ações da Suzano (SUZB3) apresentaram uma queda de 20% desde o fim de fevereiro, superando o desempenho de seus pares tanto no Brasil quanto internacionalmente. A principal razão para a cautela dos investidores, segundo o Bradesco BBI, é a valorização do real brasileiro, que tem atingido uma máxima de dois anos e impacta negativamente o Ebitda da companhia, mesmo em um cenário de aversão ao risco global.
Apesar da desvalorização, a Suzano possui proteções cambiais significativas para 2026 e 2027, com derivativos que devem gerar contribuições positivas de caixa de R$1,5 bilhão e R$3,6 bilhões, respectivamente. Fatores como o conflito no Oriente Médio e o excesso de oferta de celulose já estão amplamente precificados nas avaliações da empresa, que atualmente negocia a 5x EV/EBITDA, abaixo de sua média histórica de 7x. O BBI mantém a recomendação de compra para SUZB3, com preço-alvo de R$ 73,00 para o fim de 2026, esperando que uma alocação de capital conservadora e maior visibilidade de caixa aliviem as preocupações dos investidores.
24 abr, 17:07
10 abr, 07:02
13 fev, 13:01
10 fev, 08:01
27 jan, 15:56