O Morgan Stanley mantém recomendação de compra para Suzano e Klabin, destacando a liderança de custo da Suzano e o valuation descontado da Klabin, mesmo com a expectativa de preços mais baixos para a celulose em 2026 e 2027.
O Morgan Stanley reiterou sua recomendação de compra para as ações da Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), mesmo diante de um cenário de preços de celulose em baixa. Para a Suzano, o banco destaca sua posição de liderança em custos no setor, o que a torna uma escolha preferencial, apesar da redução do preço-alvo para R$ 68, que ainda representa um potencial de valorização de cerca de 30%. A Klabin, por sua vez, é vista como atrativa devido ao seu valuation descontado e à expectativa de bons resultados impulsionados por projetos e redução de custos, com um potencial de alta de 19% até 2026.
Contrariando o otimismo com as empresas, o Morgan Stanley revisou para baixo suas projeções para os preços da celulose de fibra curta e longa em 2026 e 2027. A expectativa é de que a expansão da capacidade de celulose na China e a menor necessidade de importação por parte dos produtores chineses criem um desequilíbrio entre oferta e demanda, mantendo as taxas de utilização das fábricas abaixo da média histórica e pressionando as cotações globais.