Cerca de 8 mil indígenas de diversas etnias marcharam em Brasília durante o Acampamento Terra Livre, reivindicando demarcação de terras, proteção ambiental e melhorias em políticas públicas.
Indígenas de diversas etnias de todo o Brasil realizaram uma marcha em Brasília, como parte do 22º Acampamento Terra Livre, que reuniu cerca de 8 mil pessoas. A manifestação teve como foco principal a defesa dos direitos territoriais, com destaque para a proibição da exploração de empresas mineradoras em terras indígenas e a urgência na demarcação de novas áreas. Lideranças indígenas, como Sara Lima (pataxó), alertaram sobre os impactos ambientais e sociais de grandes projetos, como as usinas de Belo Sun e Belo Monte, que afetam diretamente a fauna, flora e a subsistência das comunidades.
Além das questões territoriais e ambientais, os manifestantes reivindicaram melhorias em políticas públicas essenciais. Entre as demandas apresentadas estavam a necessidade de saneamento básico, abastecimento de água, atenção à saúde mental e investimentos em educação, incluindo a construção de mais unidades de ensino e faculdades. Ao final da marcha, os indígenas entregaram cartas ao Poder Executivo e ao Itamaraty, cobrando ações concretas e propondo a criação de áreas livres de exploração de petróleo e gás em seus territórios.
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