A ministra Cármen Lúcia confirmou a antecipação de sua saída da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para 14 de abril de 2026, antes da data inicialmente prevista de 3 de junho. A eleição simbólica para confirmar Kassio Nunes Marques e André Mendonça como futuros presidente e vice-presidente da Corte eleitoral, respectivamente, foi antecipada para a próxima terça-feira (14). A posse dos novos dirigentes está prevista para o final de maio.
A ministra justificou a antecipação para proporcionar mais tempo à nova gestão na organização das eleições gerais de 2026, evitando que a mudança na titularidade da presidência comprometa a tranquilidade administrativa e garantindo equilíbrio na passagem de funções. A saída de Cármen Lúcia ocorre após questionamentos sobre a cassação do ex-governador Cláudio Castro no Supremo Tribunal Federal. A nova composição da Justiça Eleitoral terá Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos ministros indicados por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal.
Nunes Marques, que será o responsável por organizar o processo eleitoral de 2026, já está ativamente envolvido na revisão das regras eleitorais, com foco em conter os danos do uso de inteligência artificial. O ministro defende um debate democrático amplo para assegurar um processo eleitoral organizado e pacífico.
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