Quinze anos após o Massacre de Realengo, especialistas apontam a misoginia como um fator crucial e negligenciado no crime, que vitimou majoritariamente meninas, e alertam para o aumento da violência em escolas.
Quinze anos após o Massacre de Realengo, que vitimou 10 meninas e 2 meninos na Escola Municipal Tasso da Silveira, pesquisadoras e ativistas feministas reavaliam o crime, apontando a misoginia como um fator central e negligenciado. Inicialmente, o debate focou no bullying sofrido pelo atirador, mas evidências como a seletividade das vítimas e a associação do criminoso a grupos masculinistas indicam o ódio contra mulheres como motivação principal.
O cenário de violência em escolas tem se agravado, com 40 ataques registrados no Brasil entre 2001 e 2024, sendo 25 deles nos últimos dois anos. Todos os agressores eram homens, e muitos casos estão ligados a misoginia, racismo e ideologias extremistas, impulsionadas por comunidades online que radicalizam indivíduos. Para enfrentar essa crescente ameaça, são necessárias ações multifacetadas que incluem o envolvimento de famílias e escolas, investimentos em educação e saúde mental, e o monitoramento de plataformas digitais que contribuem para a radicalização.
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