Especialistas recomendam cautela e diversificação em renda fixa em meio à guerra
Em cenário de incerteza geopolítica, gestores e especialistas destacam a importância da disciplina, diversificação e cautela nos investimentos, com foco em renda fixa pós-fixada.
Pontos principais
- Parcelar aportes e gerenciar o tamanho da posição são cruciais para reduzir o risco em momentos de incerteza.
- Manter uma carteira equilibrada com ativos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+) e pós-fixados (CDI/Selic) é recomendado.
- Renda fixa pós-fixada é vista como porto seguro, com a Selic em 14,75% ao ano e ciclo de cortes mais lento.
- Prefixados intermediários (2029-2030) e NTN-B longa (a partir de 2045) oferecem atratividade e taxas reais elevadas.
- Apesar de trégua entre EUA e Irã, o risco geopolítico persiste, exigindo seletividade na renda variável e ouro como hedge.
Em um cenário de incerteza geopolítica, com a guerra em curso e a volatilidade do petróleo, especialistas e gestores de renda fixa enfatizam a importância da cautela e diversificação nos investimentos. Recomenda-se parcelar os aportes para mitigar o risco de investir em momentos desfavoráveis e gerenciar o tamanho da posição para reduzir a exposição ao risco. A trégua de duas semanas entre EUA e Irã, embora tenha gerado uma reversão de ativos, não eliminou o risco geopolítico, mantendo a volatilidade no mercado.
A estratégia de investimento deve incluir uma composição equilibrada de ativos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+, e pós-fixados, como os indexados ao CDI/Selic, que oferecem segurança com a taxa Selic elevada em 14,75% ao ano. Enquanto prefixados intermediários (2029-2030) e a NTN-B longa (a partir de 2045) são considerados atrativos, títulos curtos do Tesouro IPCA+ são menos vantajosos. O Ibovespa se destaca globalmente devido à composição com commodities, mas exige seletividade na renda variável, e o ouro mantém-se como um hedge válido.
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