Presidente da Colômbia defende Pix e critica sanções dos EUA
O presidente colombiano Gustavo Petro defendeu o sistema de pagamentos Pix e solicitou sua extensão à Colômbia, após críticas dos EUA e a reafirmação do presidente Lula de que o Brasil não recuará no uso da ferramenta.
Pontos principais
- Gustavo Petro, presidente da Colômbia, defendeu o Pix e pediu que o Brasil estenda o sistema para seu país.
- Petro criticou as sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA, afirmando que o narcotráfico as contorna e que o mecanismo é usado para controle político.
- A defesa de Petro ocorre após declarações de Donald Trump, presidente dos EUA, que teria ameaçado sanções ao Brasil por considerar o Pix prejudicial a empresas como Visa e Mastercard.
- Lula reagiu às críticas de Trump, afirmando que o Pix é do Brasil e que ninguém fará o país mudar o sistema.
- O governo dos EUA, através do USTR, incluiu o Pix em um relatório comercial, preocupado com a possível redução do espaço de mercado para empresas estrangeiras.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu publicamente o sistema de pagamentos instantâneos Pix e solicitou que o Brasil estenda a ferramenta para seu país. A manifestação de Petro surge após críticas dos Estados Unidos, com declarações atribuídas ao presidente Donald Trump, que teria ameaçado sanções ao Brasil por considerar o Pix prejudicial a empresas americanas como Visa e Mastercard. Petro criticou o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA, sugerindo que o mecanismo é utilizado para controle político e não mais contra o narcotráfico, afirmando que o crime organizado "zomba" das sanções e opera a partir de centros financeiros como Dubai. Ele também criticou conflitos internacionais e pediu a Trump que os interrompesse, acusando seu círculo íntimo de querer "sangue", e chamou Benjamin Netanyahu de "sanguinário e genocida", afirmando que Trump está sendo enganado.
Em resposta às críticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que o Pix é uma ferramenta brasileira e que o país não recuará em seu uso, destacando os benefícios sociais do sistema. O governo dos EUA, através do USTR, incluiu o Pix em um relatório comercial, preocupado com a possível redução do espaço de mercado para empresas estrangeiras. A obrigatoriedade de instituições financeiras oferecerem o Pix é vista pelos EUA como uma desvantagem competitiva para fornecedores externos. A administração Trump impôs tarifas sobre produtos brasileiros em 2025 e abriu investigação sobre supostas práticas discriminatórias do Brasil em comércio digital e serviços de pagamento.
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