O presidente colombiano Gustavo Petro defendeu o sistema de pagamentos Pix e solicitou sua extensão à Colômbia, após críticas dos EUA e a reafirmação do presidente Lula de que o Brasil não recuará no uso da ferramenta.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu publicamente o sistema de pagamentos instantâneos Pix e solicitou que o Brasil estenda a ferramenta para seu país. A manifestação de Petro surge após críticas dos Estados Unidos, com declarações atribuídas ao presidente Donald Trump, que teria ameaçado sanções ao Brasil por considerar o Pix prejudicial a empresas americanas como Visa e Mastercard. Petro criticou o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA, sugerindo que o mecanismo é utilizado para controle político e não mais contra o narcotráfico, afirmando que o crime organizado "zomba" das sanções e opera a partir de centros financeiros como Dubai. Ele também criticou conflitos internacionais e pediu a Trump que os interrompesse, acusando seu círculo íntimo de querer "sangue", e chamou Benjamin Netanyahu de "sanguinário e genocida", afirmando que Trump está sendo enganado.
Em resposta às críticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que o Pix é uma ferramenta brasileira e que o país não recuará em seu uso, destacando os benefícios sociais do sistema. O governo dos EUA, através do USTR, incluiu o Pix em um relatório comercial, preocupado com a possível redução do espaço de mercado para empresas estrangeiras. A obrigatoriedade de instituições financeiras oferecerem o Pix é vista pelos EUA como uma desvantagem competitiva para fornecedores externos. A administração Trump impôs tarifas sobre produtos brasileiros em 2025 e abriu investigação sobre supostas práticas discriminatórias do Brasil em comércio digital e serviços de pagamento.
InfoMoney • 6 abr, 11:41
Poder360 • 6 abr, 07:19
G1 Mundo • 6 abr, 01:54
9 abr, 12:48
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